Escala de Coma de Glasgow

1) Introdução:

Oficialmente publicada na revista Lancet, em 1974, por Teasdale e Jennet, a Escala de Coma de Glasgow serve como parâmetro para avaliação da profundidade e duração clínica da inconsciência e do coma.

A primeira versão dessa escala, a “Escala de índice de coma”, precisou ser analisada e alterada por estatísticos, que por sua vez, adotaram o número 1 como pontuação mínima e uma escala ordinal aplicada para mensurar, de forma simples e matemática, a gravidade em que o paciente se apresenta. Após tais modificações, a escala ficou conhecida como “Escala de Coma de Glasgow”.

2) Por que Escala de Coma de GLASGOW?

Pois ela foi criada no University Department of Neurosurgery, Institute of Neurological Sciences, que fica na cidade escocesa de Glasgow. Isso confere a curiosidade do nome, pois, geralmente, o nome utilizado para nomear qualquer coisa descoberta no meio científico é das pessoas que a descobriram e não de uma cidade, o que seria o contrário do que vemos.

3) Como ela funciona?

A escala funciona como um mensurador aliado a dados que podem ser colhidos, sem dificuldade, a beira do leito. Serve apenas como um parâmetro de avaliação. Após analisar os dados relativos às respostas motoras, à abertura ocular e à resposta verbal, o profissional de saúde irá somar a pontuação apresentada pelo paciente. Isso mostrará em números, o nível de consciência dele. Após a soma ser realizada, a escala varia de 3 a 15 pontos. Conforme mais alta a pontuação do paciente, maior o seu nível de consciência.

Tão confiável é esse método, que se definiu categoricamente a partir dele a gravidade de um traumatismo craniano: leve (13-15 pontos na escala), moderado (9-12 pontos na escala) e grave (inferior a 8 pontos na escala). Para conhecer a escala de coma de Glasgow, olhe a seguir:

 

4) Funcionalidade da escala no meio médico:

Além de proporcionar um meio para mensurar a situação do paciente, a escala de coma de Glasgow teve o intuito inicial de melhorar a comunicação entre os profissionais de saúde, ao fornecer-lhes uma linguagem comum, rápida e concisa.

Assim, desde a técnica de enfermagem ao médico que estará fazendo a prescrição para o paciente, todos podem facilmente comunicar, entre si, os achados neurológicos encontrados a beira do leito.

Outro fator extremamente importante é que a escala serve como base para a tomada de decisão clínica, ajudando o médico a escolher o melhor procedimento para a situação em que o paciente se encontra. Procedimento esses, que costumam ser os seguintes:

1-Realizar uma Tomografia Computadorizada no paciente;

2-Realizar uma intervenção cirúrgica ou

3-Optar pela administração de medicamentos.

5) Conclusões:

A escala de coma de Glasgow é um importante instrumento a disposição dos profissionais de saúde e, apesar de simples, mostra efetividade quanto utilizada na forma correta e nos momentos corretos.

 

6) Bibliografia:

Teasdale G,  Jennett B. Assesment of coma and impaired consciousness. A practical scale. Lancet, 1974; 2(7872):81:4.

BA Roza-A practical scale. Einstein, 2004.

MS Koizumi, GL Araujo. Escala de coma de Glasgow- subestimação em pacientes com respostas verbais impedidas. Acta Paul Enferm, 2005.

 


Artigo elaborado para o Medportal  por  Luis Felipe Haberfeld Maia

 

Publicado no Medportal em 10/05/2012

 

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